Em primeiro lugar, obrigada a todos que estão me ajudando na campanha para ganhar um PenDrive de 1GB. Amigos, vocês estão me dando um super útil presente de Natal. Obrigada de coração.
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Ok. Eu ia escrever hoje sobre a origem da expressão “garota coca-cola” (que por sinal qualquer um descobre digitando no Google), mas me deparei com uma onda de comentários e reportagens sobre consumismo essa semana e o assunto veio à baila na minha mente.
Eu não me considero consumista, na medida do possível. Bati meu recorde esse ano, fiquei de setembro até dezembro sem comprar uma blusinha sequer para mim. Nas compras de Natal a única coisa que me dei ao luxo de adquirir foram algumas calcinhas, e olhe lá. Eu sempre fui daquelas de fazer banho de loja com a minha mãe todo final de mês. Às vezes eu tenho pena dela, tadinha, tentou me transformar numa dondoquinha de salto rosa, casaco de pele e cabelo loiro… Tudo o que ela conseguiu foi uma semi-ruiva de all star (ou coturno, como queira) e corpete. Enfim, não podemos ter tudo o que queremos, não?
Eu considero consumismo o fato de alguém comprar algo só pelo prazer de comprar, sem ter a necessidade real daquilo. Eu quero muito um corset da Madame Sher, mas não estou
pelada, não é? A necessidade real daquela roupa não existe, é só um capricho meu.
Tem vezes que eu me preocupo. Eu vejo os outros super empolgados falando do que querem para si, e depois falando mais ainda após adquirir o objeto almejado. Sei lá, eu não lembro de nada agora que eu queira ardentemente… Eu acho demais iPods, smartphones, computadores-mesa, clusters, gadgets, monitor LCD, silicone nos peitos, lipoaspiração… Mas eu não fico correndo atrás ou imaginando como tê-los. Se eu ganho eu acho demais, se me sobra dinheiro para comprar também.
Não sei porque estou escrevendo isso, acho que eu fiquei feliz de descobrir que não sou consumista como eu achava que era, ou do jeito que eu era no inicio da adolescência. Acho que, tirando meus esforços para comprar um par de coturnos de couro, eu nunca me excitei muito com a compra de algo sem REAL utilidade para mim. A não ser dvds e livros, hehehe.
Lembro quando eu tinha 12 anos e estava ultra-mega-super viciada no universo Tolkien. Pedi para minha mãe comprar a trilogia do Anel para mim (que eu já havia lido umas 3 vezes, uma escondida nas prateleiras da Saraiva, e as outras duas na biblioteca da escola) e ela achou muito cara. Afinal, eram 100 reais, e ela achou isso um preço absurdo para 3 livros. Pois bem. Dois dias depois, eis que ela aparece em casa com um presente para mim.
Óbvio que eu jurava que seriam os livros, mas não. Era uma blusa preta Bilabong, do tamanho de um sutiã, numa profusão de ‘paninhos’ entrelaçados. Quanto custava a blusa? Cento e dez reais.
Já deu para imaginar o drama que eu fiz, né? Para começar, devolvi a blusa para ela. Me tranquei no quarto e lá eu fiquei o dia todo, completamente indignada. (E até hoje eu não comprei aqueles livros… Eu os leio e releio em formato e-book! Hahaha).
Moral da história? Para minha mãe, pagar aquele valor por livros é um absurdo e uma mostra de consumismo. Para mim, pagar o mesmo valor por uma simples blusa deveria ser crime federal.
Não sei se podemos comparar toda essa onda consumista pós-moderna com a realização de nossos desejos em prol do nosso bem-estar. Deve ser como o que eu gasto em comida. Eu amo comer, amo experimentar gostos novos, restaurantes novos, provar marcas de pizza e chocolates. Eu gasto tanta grana nisso que eu poderia parcelar e comprar um iPod, eu sei. Mas eu ficaria triste de não ter meu divertimento gastronômico mensal. E ao mesmo tempo eu gasto grana com academia. Vai entender? É o mesmo que os caras que compram, compram, compram e depois ficam negociando com o banco.
Volta aquele velho clichê para todos os assuntos: tudo depende do teu ponto de vista, meu caro.
Nota: Porto Alegre fica tão mais agitada perto do Natal… Sugiro às pessoas se resguardarem em suas casas e comprarem os presentes pela Internet. O shoppings estão muito perigosos.
Nota Dois: Já viram a apelação da Gol?