Garota Coca-Cola

Entradas do Outubro 2007

Leiam Neuromancer, de William Gibson

Outubro 26, 2007 · 2 Comentários

 

 

-> Minha opinião leve sobre o primeiro livro do rei do cyberpunk!

Esse romance chega a palpitar na nossa frente; à primeira vista até parece uma cópia do roteiro de Blade Runner, faz alusões à temas e situações do filme Matrix, depois ecoa a bizarrice de Star Wars. No fim nos damos conta de que Neuromancer foi escrito antes de todos esses filmes, e muito após os primeiros ensaios sobre tecnologia cybernética. É um mexe-mexe de circuitos, placas de memória, naves, armas ultramodernas, drogas super sofisticadas e cirurgia plástica. Quer trocar a cor da tua pele? Implantar chips com sofwares a fim de expandir tua capacidade intelectual? Adaptar lente de visão raios-X às suas pupilas? Pois tudo isso e muitíssimo mais é possível no futuro previsto por William Gibson em seu romance de estréia.

A Inteligência Artificial, sintetizada em Wintermute (um banco de dados de alta tecnologia que se torna um personagem do livro), se faz presente do inicio ao fim, emprestando um clima de perseguição, onde ninguém é capaz de fugir do “olho-que-tudo-vê”. Um dos meus personagens favoritos é capaz de números incríveis de ilusionismo. Há uma cena fantástica em que ele dá um show em um restaurante, e ele monta todo o cenário de um quarto velho onde ele simula cenas ardentes com o corpo que ele imagina ser, por baixo das roupas, de uma das protagonistas.

O grande lance é o tom narrativo misturado às expressões inusitadas – pouco usuais para a época em que foi lançado – que dão o ar certo para o clima caótico e sujo da vida real, em contraste com o aspecto limpo e pragmático da Matrix (realidade virtual). A mesquinhez dos espaços urbanos na Terra – e fora dela também – entra em conflito com as habilidades necessárias para agir virtualmente. Ainda as drogas são uma pintada de adrenalina, pois não há quase seres humanos “limpos”. Não existe mais dor e nem ambição visual que não seja alcançada… é tudo tão fácil, que se torna fútil o suficiente para a gente pensar que seríamos realmente capazes de tudo aquilo.

Todo o leitor apaixonado deveria ler Neuromancer, assim como todo amante da cultura cyberpunk e todo o profissional de Informática.

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Outubro 21, 2007 · Deixe um comentário

O teu sorriso está impresso na minha mente

O teu suor penetrou pelos meus poros

Os teus dentes deixaram marcas na minha pele

A luz dos teus olhos me guia onde quer que eu vá

O teu gosto de noite sem luar ficou na minha boca

 

Vanessa, numa madrugada do meio do ano passado, divagando sozinha em seu quarto.

 

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maioridade subindo à cabeça

Outubro 19, 2007 · 1 Comentário

Fim da aula de jump. Garotas suadas por todos os cantos, tiazonas guardando seus pequenos trampolins numa pilha ao fundo da sala:

-Vejo vocês amanhã – declara a instrutora desligando o som – Menos a Vanessa, não é?

E ela me dá uma piscadinha.

-Mas assim  tu vai demorar pra ficar bem! – solta uma das tiazonas saradas se mirando no espelho.

-Não, querida – eu rebato – Só estou tomando uma medida drástica, se não eu fico MUITO gostosa, sabe?

Segue-se um clima pesado, e eu saio da sala rebolando e balançando os cabelos para todos os lados.

-… E então o campo magnético gerado pelos cabos de par trançado adjuntos criam um ruído. Vanessa, o que é um ruído?

Repentinamente desperto de meu devaneio e pisco os olhos.

-O quê?

-Me diz. O que é um ruído?

Eu era incapaz de juntar a palavra à explicação (que eu sabia, estava em algum canto obscuro do meu cérebro).

-Vamos, guria, o que é um ruído???

O professor exasperado tentava, em vão, me acordar. Porque ele já havia me chamado a atenção duas vezes antes, percebendo que eu dormia de olhos abertos sentada na primeira fileira.

-… Um ruído é uma interferência na transmissão dos dados… – disse eu por fim, mas não conseguia ir além daquilo.

-Ó meu Deus! Por que tem que decorar essas respostas? – o professor estava realmente desesperado comigo. Tadinho, sempre achei ele um gordinho muito simpático e inteligente – Um ruído é um barulho! Um barulho! Assim ó…SHHHHHH SHHHHH SHHHH!!!!

Convencida e não-cdf? Eu não era assim.

Quem me conhece sabe.

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Black Sabbath?

Outubro 15, 2007 · 2 Comentários

No meio da minha produtiva aula de Linguagem C, eis que encontro este exemplo de design, fotografia, montagem e edição de capa de disco.

Eles não parecem sexies?

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Outubro 7, 2007 · 2 Comentários

“Não sou nada
Nunca serei nada
Não posso querer ser nada
À parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.”

Ai, esses blogs e esses livros que me deixam com vergonha de ser tão preguiçosa quando tenho todos meus desejos carnais saciados!

A vidinha aqui corre pelas veias e as idéias de gerico pousam em neuronios aleatórios, propositalmente distantes, para nunca serem devidamente juntadas. Ó, céus!

Ignore the win of window

Turn off the light

Now it’s you and the true

Where is your bible?

Oh, you don’t know what has there

Salomé, Salomé… esse nome veio me martelando na cabeça, e eu tinha esquecido quem era essa mulher. Claro, claro… era a garota inescrupulosa de Oscar Wilde. Ou do evangélio de Marcos? Não, são garotas diferentes.

Salomé tão malvada… às vezes eu queria ser como ela. Fazer o mundo se curvar ao meu desejo, reduzir qualquer homem a pó, transformar bons cristãos em insanos assassinos.

Aiai.

Para onde foram meus ideais? Meus heróis  não passam de ficção. E afinal, em que  mundo eu vivo? Neste que eu posso tocar ou no outro que habita minha mente?

Post inútil, eu sei.

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