Que horas são?
Ultimamente discutir sobre blogs tem sido algo chato, um assunto bem batido nesse inicio de século. Caixa de comentários, estatísticas, templates, links patrocinados… são coisas que fazem parte do dia-a-dia de um blogueiro dedicado. Cada usuário do serviço de blog tem um objetivo ao lançar sua página no ar: publicar sua opinião sobre algo, ou apenas contar coisas do seu cotidiano. São freqüentes os “diários de viagem virtuais”, os álbuns de foto (flogs), e os blogs humorísticos. Seus autores normalmente são bem populares na Internet, tanto em grupos e comunidades, quanto em fóruns e chats. Fazendo uma análise pelo número de visitas, podemos ver que os endereços mais acessados pertencem a pessoas famosas – e aí enquadramos tanto políticos quanto artistas de novela -, ou fetichistas. No entanto, se analisarmos pela quantidade de comentários, logo veremos blogs adolescentes – em busca de popularidade – no topo da lista. Mas o principal tabu da blogosfera é: mais vale um blog pouco comentado, mas com conteúdo, ou um blog bonitinho, mas supervisitado?
Contrariando toda a tendência adolescente que os blogs têm, logo se formou uma sociedade dentro desta grande atmosfera. As camadas que constituem este grupo começam com aquela primordial para a existência dos blogs: os leitores. E ainda estes são compostos dos que realmente lêem os posts e tecem comentários consistentes sobre o que foi lido (às vezes presenteando o autor com duras críticas); os pseudo-leitores, que na verdade são só meros internautas que chegaram até ali por engano através de um link qualquer; e os ditos “caçadores de visita”, que postam comentários prontos, apenas pedindo para visitarem seu próprio blog, sem nem mesmo ter lido o que foi postado. Depois dos leitores, nós temos os donos dos blogs, claro, a outra camada que constitui a blogosfera. Há blogueiros de um post só; blogueiros assíduos que criticam o mundo à sua volta; blogueiros narcisistas que buscam se autopromovem, postando fotos de várias poses; blogueiros cronistas; blogueiros observadores, que contam a poesia da sua vida e etc. Apesar de ter sido criada uma espécie de “elite” nessa cybersociedade – elite formada pelos que priorizam e promovem os blogs ditos “de conteúdo” – precisamos enxergar a importância dos blogs na nossa vida, na economia e nos nossos relacionamentos.
Um dos blogs mais famosos que já existiram foi criado por um iraquiano encurralado numa das cidades de fogo cruzado em pleno ataque das tropas americanas em 2005. Num lugar onde era impossível a entrada de um jornalista, a fonte mais atualizada de noticias era um diário da internet, que depois rendeu ameaças de morte ao seu dono. E não são apenas cidadãos comuns que apresentam seus pontos de vista nessas ferramentas. Há até mesmo altos funcionários da Casa Branca, e alguns artistas famosos que já botaram as “manguinhas de fora” em diários virtuais.
Existe também uma legião de blogs pertencentes a pessoas falecidas. Normalmente as caixas de comentários destes são verdadeiros espaços de lamentações, de desabafos, de recados endereçados ao além, de mensagens carinhosas de saudade, e etc. Um fenômeno interessante, e de grande impacto social. Alguns desses blogs nunca são desativados, visto que seus antigos donos não compartilhavam a senha de acesso com ninguém, e os servidores simplesmente não têm como saber se algum usuário do serviço morreu.
Com o passar do tempo, também foram criados programas como o Google AdSense, que paga para ter um link ou banner no seu blog. Isso mesmo. Dependendo do plano, o blogueiro é pago cada vez que um visitante clica no link, ou cada vez que alguém compra algo anunciado no blog.
Enfim, é clara a importância que os blogs têm hoje. Dá para ganhar dinheiro com eles!